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The State Of Things (Wall Of Sound) – 2007
Quando ouvi “Heavyweight Of The World” do Reverend & The Makers, novo projeto de Jon McClure, poeta Guru e ex-vocalista da banda 1984, que eu era fã, pela primeira vez, pensei “este é o pop perfeito: dançante, bem arranjado, grudento e inteligente”.
Bem eu contribui um pouco, até porque “funk” dos anos 70-80 continuam sendo o melhor estilo de música pra mim
E pensei que o Reverend ia parar por ai
mas ai quando ouço o primeiro disco da banda “The State Of The Things” me deparo com a primeira faixa “State Of Things” uma música com batida forte e que cai num refrão que meu caros, apresenta ao mundo o melhor riff de 2007, Sério
Logo depois vem duas fodaças, a poderosa-suingada ”Machine” (com Alex Turner) e a ja conhecida “Heavyweight” toda. Essa ultima destaque o refrão, dançante e “pra cima”
“Bandits” vem como 4ª faixa e mantem a marca Reverend & The Makers, no caso dessa musica lembrando algo mais new wave anos 80, sintetizadores alá A Flock Of Seagulls e efeitos “Devolucionarios“. E Quem disse que os anos 80 acabam por ai? “Open Your Window” começa com um reggae e acaba caindo em um sample que cairia perfeito em qualquer disco do Moby pra ai virar uma música totalmente New Orderiana
Até ai, a coisa continua “pop” perfeito.
“Sex With The Ex” é a baladinha do disco, e é meio exagerada, saindo um pouco com a linha “pop perfeito” do Reverend…MASSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS logo depois, vem que pra mim é a melhor música de 2007…“18-30″ é uma musica que pode ser um hit perfeito, pra qualquer lugar, pra qualquer pista, desde eletrônica até FM, a música começa naquele jeito R&TM de ser, baixo forte dominando tudo (acho que deveria ter falado isso antes…) batida marcante….até ai tudo bem até chegar o refrão que, meu deus, é aqueles refrões para dirigir de carro á 370 km/h, em alguma praia vazia na California, tipo aquelas músicas do Lenny Kravitz no final dos 90.
Com participação da tecladista do The Makers, “He Said He Loved Me” (que parece as músicas do George Clinton, só que versão turbinada) com sua letra com tema babaca (um garoto que tá afim de uma garota que odeia ele) mas com conteudo genial, até porque, Jon McClure não é chamado de Guru por qualquer motivo . As coisas perdem o folego com “What The Milkman Said“, que peca por soar muito Arctic Monkeys.
Quando eu acho que o negócio vai continuar como está, O querido Jon McClure manda duas perolas: a primeira uma especie de Dub pra raves, conhecida tambem como “Sundown On The Empire“, e a segunda, um ska dançante (“Miss Brown“) que os conterraneos do Dead 60s deviam estar tentando fazer a alguns anos. Por ultimo “Armchair Detective” mostra todo o seu ar sexy, que estava faltando nesse disco.
Se fosse pra dar uma nota pra “The State Of Things” seria 9,9 em 10, só perdeu um décimo porque ao fazer esse revivalismo do “electro-funk-pop“, Jon McClure esqueceu só uma coisa, a guitarra “funky chicken“, mas pra quem gosta do som, o disco é perfeito. Pra quem não gosta do som, esse disco é repetitivo e anos 80 demais. Pra quem entende muito de funk, o Reverend & The Makers é bom mas podia ser melhor, mas eu duvido que essa pessoa não fique repetindo o seguinte bordão-genial de Jon McClure “Don’t Be Like Everbody Else“
Coisa que o Reverend faz muito bem…
Guerra
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MOMENTO LUCIO RIBEIRO: Reverend & The Makers é a melhor banda inglesa desde The Clash. Esses caras conseguem até destruir e humilhar o Happy Mondays, até porque, música funkeadas mega-dançantes e com letras poéticas é tipo… a formula perfeita de uma banda pra mim.
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